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24.7.02Entrar no acaso ou num blogpor Zuenir Ventura ... A quantidade de e-mails recebidos me dá a esperança de que, quando estiver com crise de rejeição, me sentindo sozinho, abandonado, já sei o que fazer: escrevo sobre blog. (...) Antes, eu recorria ao conselho do poeta Carlos Pena Filho, que compôs um dos mais bonitos sonetos da língua portuguesa (...) peço licença para publicá-lo aqui, antes de continuar a conversa. Vejam que beleza: A solidão e sua porta Quando mais nada existir que valha A pena de viver e a dor de amar E quando nada mais interessar (Nem o torpor do sono que se espalha) Quando, pelo desuso da navalha A barba livremente caminhar E até Deus em silêncio se afastar Deixando-te sozinho na batalha A arquitetar na sombra a despedida Do mundo que te foi contraditório Lembra-te que afinal te resta a vida Com tudo que é insolvente e provisório E de que ainda tens uma saída Entrar no acaso e amar o transitório. Pronto. Acabo de realizar um feito inédito: começar uma matéria e, seis linhas depois, publicar um poema. O bom da internet, dizia Marcos Sá Corrêa ao me trazer para cá, é que todas as liberdades são possíveis (...) Nessa altura eu já lera e-mails suficientes para corrigir aquela primeira impressão de que os weblogs eram apenas uma versão eletrônica, pós-moderna, dos antigos diários, embora este gênero seja talvez o de maior sucesso pelo que tem de confessional, de expressão subjetiva e confidencial, daquilo que antigamente a escola romântica chamava de estados d’alma: o “spleen” tipo Byron, o “mal du siècle” de Alfred de Musset ou mesmo o narcisismo sofrido do nosso Álvares de Azevedo. Mas agora já sei que os blogs vão além, não têm limitações temáticas. Em uma das muitas mensagens recebidas, o leitor Hernani Dimantas anexou um artigo em que resume o que quis dizer sem conseguir. Eis um trecho: “Na internet somos todos publishers. Postamos em listas, escrevemos em sites, e fazemos um jornalismo mambembe nos blogs. Estamos presenciando uma nova forma de conversação. Pessoas comuns estão mostrando a cara. Alguns preferem a obviedade do dia a dia, outros preferem elucubrar temas mais arrojados, outros se contentam com seus 15 minutos de fama. Esta conversação, embora totalmente caótica e sem controle, tem tomado uma forma gigantesca. Os mercados estão sendo formados, e micro-canais de comunicação passam a ter importância diferenciada”. posted by Hernani on 24.7.02 | link
22.7.02Procura e achaOrganizar-se em sociedade é mesmo um instinto humano. O computador, que antigamente era nosso amigo solitário, tornou-se porta-voz de toda a humanidade. Através dele, nos dirigimos a ela e vice-versa, num funcionamento orgânico, que pode parecer caótico. Mais sobre Oráculos e blogchalking no insite, da Marina Lemle. posted by Hernani on 22.7.02 | link
Audiência na Internet bate tv e revista
Por favor olha nós aqui em cima - ... os tempos mudaram. Agora o que importa é a base e não mais o topo. As organizações se tornaram demasiado grandes, os super-diretores já não enxergam além de suas próprias barrigas. (...) "duvido que alguma equipe do topo vai usar os blogs para compartilharem algo, ou dizerem o que estão pensando. Quem vai usar os blogs serão as pessoas dos departamentos". (...) O topo estará cada vez mais para a figura de um rei (bobão, simbólico) gritando "Por favor olhe aqui em cima!"
Suspiros do velho mundo - O email marketing é o último suspiro do marketing de interrupção. O spam é a estratégia das mentes suspeitas, apoiadas por revistas que se dizem "modernas".
SOMOS. E SOMAMOS. Palíndromos muito além de meras figuras de linguagem.
19.7.02Republicação: Os Xiitas e os ChaatosTudo acontece na Widebiz. Até discussões. Aliás, este é o objetivo da lista. Catalisar as conversações entre seres humanos. Há de se admitir que as pessoas gostam de opinar e manter suas palavras. Nada demais nisso. Engraçado que os debates corriqueiros, taís como preciso disso, ou daquilo, são prontamente atendidos. Seria mais fácil que os listeiros aprendessem a pesquisar na rede ao invés de pedir... pedir e pedir. Mas quando o debate entra no tema spam, parece que baixa o diabo. Os ânimos esquentam... os “quero sair da lista” aparecem e outros vem tentar nivelar por cima. E tem, também, aqueles que se aproveitam da carniça e tentam reviver das cinzas Temos que aceitar que os irresponsáveis que atuam dessa forma prevaleçam? Uma união de spammers se forma em segundos. O crime compensa. Os contrários são uns xiitas desgraçados, que querem se dar bem a qualquer custo... hahahhahaah Então sou xiita. Odeio spam. E estou convicto da irresponsabilidade de qualquer profissional que se vale deste artifício. Pois querem se dar bem sem o real esforço de criar uma reputação. Nunca disse que spam não resolve o problema a curto prazo, mas tenho certeza que não é uma estratégia efetiva a longo prazo. E serão os mercados quem vão conhecer os babacas. Podem xingar! Estou aqui para isso. Desta estória toda o que mais gostei foi da frase da jornalista Raquel Regis: “Algumas discussões me fazem lembrar alguns partidos políticos, compostos de duas alas, a dos xiitas e a dos chaatos. Bom fim de semana.” posted by Hernani on 19.7.02 | link
Knowledge Sharing
O SPAM tem sido um assunto recursivo nas listas de discussões e revistas como a Webinsider, povoada por marketeiros do velho mundo que se julgam descolados pela quantidade de diplomas pregados na parede e/ou produtoras de webdesign, agências de publicidade por onde passaram (...) Querem fazer da Internet, espelho do mundo real, onde o marketing direto atola nossas caixas de correios com anúncios e mais anúncios. (...) Querem continuar ganhando dinheiro, com uma fórmula antiga para um meio novo. Se dizem descolados, conhecedores da nova dinâmica do mercado, quando na realidade estão coadunando com as práticas jurássicas do velho marketing. E criticar as "pérolas" que eles escrevem é ser "fanático religioso". Triste...
A emenda foi pior do que o soneto
Blogchalking no Joho
18.7.02Resposta ao Spam, I love youTremenda irresponsabilidade do Webinsider publicar uma bobagem como essa. Tinha por mim que este veículo colaborava com a internet, ao invés de fabricar mais um link para os spammers assinar suas mensagens dizendo que spam funciona. Leia no Museu do Spam posted by Hernani on 18.7.02 | link
"Quem pensa grandemente, é forçado a errar grandemente."
17.7.02Você está convidado, mas é o nosso mundo. Jogue seus sapatos pela janela. Se você quiser negociar conosco, desça do pedestal!posted by Hernani on 17.7.02 | link
Eu não leio a Webinsider. Acho que é uma das mais desorientadas revistas digitais. Faz tempo que não vejo uma matéria que acompanhe a tendência dos mercados. Para corroborar com que eu penso recebi do Tupi esse artigo: Spam I love you. Comentários infelizes do Fernand Alphen, diretor de criação da FNazca. Veja os argumentos:
Lei anti-ciberterrorista passa nos EUA
16.7.02Use the blog, LukeThe collective future of blogs lies not in dethroning the New York Times -- but in becoming a force that can make sense of the Web's infinity of links (...) The true revolution promised by the rise of bloggerdom is not about journalism. It's about information management. The bloggers have the potential to do something far more original than offer up packaged opinions on the news of the day; they can actually help organize the Web in ways tailored to your minute-by-minute needs. Often dismissed as self-obsessed "vanity sites," the bloggers actually have an important collective role to play on the Web. But they're not challengers to the throne of the New York Times and the Wall Street Journal. They're challengers to the throne of Google (...) Google measures relevancy by determining how many other pages link to a given page (...) This is the Blogger Effect. It's what happens when the arbiters of relevance in the "attention economy" shift toward a bottom-up structure. Google thinks pages are relevant now not just because they've received the imprimatur of Condé Nast or the New York Times, but because they caught the interest of Sopsy and friends. But if you can't stand Sopsy, or you've no idea who he/she/it is, then it's a little bit disturbing that the site is skewing your Google rankings. There are significant political consequences to the Blogger Effect: Because the blogging community contains a disproportionate number of libertarians, it's possible that Google searches on certain hot-button issues will start skewing toward libertarian-friendly pages. Given Google's increasing prominence, this libertarian slant could prove to be more significant than the more familiar concerns about liberal bias in the major networks, and conservative bias on Fox News (...) Think about those bloggers pointing to Sopsy and causing the site to rise in the Google rankings: Are they providing a journalistic function with those links? On some level, perhaps. But they are also doing something closer to information management, more librarian or archivist than Woodward and Bernstein. The bloggers are helping Google learn what pages should be connected to other pages, or to particular text strings. They are helping Google transform the Web from a disorganized mess into a more coherent universe of useful data. But their contributions to this noble cause have been limited to date, partially because the bloggers themselves have been too busy boxing with the phantoms of traditional journalism... Steven Johnson posted by Hernani on 16.7.02 | link
Proposal: The Weblog Foundation
Un grupo de hackers se une para combatir la censura
"Everything about Internet has grown like a bacterial colony--the raw technical capacity to send information, the different ways people use it, and the number of users."
15.7.02different thinker por Mario AVposted by Hernani on 15.7.02 | link
Se explode uma bomba em Jerusalém e o navegante quer ler o testemunho de alguém nas redondezas, não a notícia fria que chega pela tevê, ele rapidamente encontra-se perdido no emaranhado de ruídos que forma o ciberespaço.
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