Primeiro Paradoxo da Modernidade:
- A natureza não é uma construção nossa: ela é transcendente e nos ultrapassa infinitamente.
- A sociedade é uma construção nossa: ela é imanente à nossa ação.
Segundo Paradoxo da Modernidade:
- Nos construímos artificialmente a natureza no laboratório: ela é imanente.
- Não construímos a sociedade, ela é transcendente.
Constituição da Modernidade:
Primeira Garantia: ainda que sejamos nós que construímos a natureza, ela funciona como se nós não a construíssemos.
Segunda Garantia: ainda que não sejamos nós que construímos a sociedade, ela funciona como se nós a contruíssemos.
Terceira Garantia: a natureza e a sociedade devem permanecer absolutamente distintas; o trabalho de purificação deve permanecer absolutamente distinto do trabalho de mediação.
(LATOUR, Jamais fomos modernos, 2008, p. 37) - [mais aqui]