Intrigas de idéias

Fui assistir nesse fim de semana o filme Intrigas de Estado. O filme protagonizado pelo gladiador Russel Crowe como um jornalista das antigas, Do tempo que o jornalismo se fazia nos bastidores dos jornais na bancarrota. Ben Affleck faz o papel de um congressista cheio de amor pra dar. E por Rachel McAdams, uma bloguei‎ra. A trama é bem fraquinha. Fiquei impressionado com o posicionamento do filme. O jornalista como a última esperança. No entanto, a discussão não é sobre o bom jornalismo, mas qual mídia da o suporte. A blogueira foi apresentada como uma jovem sem experiência. Ela só se torna jornalista de verdade após o gladiador assinar a matéria com ela. Matéria impressa, oras!

Será que esse é o debate sobre o jornalismo? Estamos falando de mídia, de suporte? Eu sempre achei que o debate está presente no cotidiano de jornalistas versus uma blogosfera dita inapta. Vejo que a discussão está num patamar anterior.

Eu fico angustiado toda vez que blogs, twitters e demais ferramentas são colocadas no nível da prática. Blogar não tem significado se não temos leitores. Logo, não é mais o diploma de jornalista que faz a platéia. O twitter só faz que o compartilhamento das informações seja melhor distribuído. A comunicação se dá independentemente da mensagem que se quer impulsionar. São múltiplas interfaces. Para quem sabe o que é a cauda longa dá pra entender que tem espaço para todo mundo. As pessoas estão querendo falar na rede independentemente da profissão e do motivo. Blogueiros podem ser jornalistas mas não está implícito que blogs são plataformas para se praticar o jornalismo. O mesmo vale para twiters, wikis e qualquer outra ferramenta de comunicação. A multidão hiperconectada faz da conexão a mensagem.

Comentários

Uhay, Hd. Me poupou de ir ver o filme, estava curiosa mas um pouco preguiçosa.
abços
Li

Olá Hernani, tudo bem?

Terminei de ler ontem o Marketing Hacker. Gostei muito do que li. Sintentiza sob a visão do marketing a universalidade da revolução digital e dá uma visão inspiradora de vários outros desafios e possibilidades que a rede nos permite criar. O livro traz a essência do espírito do hiperlink e me deixou entusiasmado com o rumo que venho tomando nos últimos anos. Não é que ali tenha sido escrito a grande novidade para quem já é navegador, mas me fez ordenar os pensamentos e repensar aquilo que a gente reflete de forma superficial e sem hierarquias, como é a própria rede. Foi uma coisa simples, como toda grande idéia. Reforçou o espírito de colaboração. Falou de direitos autorais, de creative commons, do ócio criativo, passeou pelos sociólogos, dissecou a era industrial e projetou a digital.

Valeu a pena.

Abraços,
Paulo

pois eh.... o marketing hacker foi escrito em 2001 | 2002 - a novidade ficou no tempo... heheheh

--
Hernani Dimantas

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